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Ás voltas sem conseguir dormir, tive que vir descarregar as energias. E o tema que me estava a entreter a noite é exactamente um que nos últimos tempos tenho observado de perto. Despoletada por uma conversa de amigas, reflectido sobre a variedade de laços afectivos que existem entre as pessoas ...
E estava eu pensando que para mim nada é mais importante que os laços de sangue. Os meus pais e os meus filhos, são tudo para mim.
Depois ao longo da nosa vida, muitos laços, lacitos, laçadas se vão fazendo ... e desfazendo.
As pessoas que vão passando pela nossa vida, vão sendo 'arrumadas' consoante a solidez desses laços criados: uns são os amigos; outros os conhecidos.
Os relacionamentos profissionais e ultimamente uma nova versão, os amigos virtuais, com o tempo também se vão encaixando mais ou menos em cada uma dessas categorias.
Eu nunca fui pessoa de muitos amigos e tinha uma certa dificuldade em chamar amiga a uma pessoa, pois achava que era necessário o factor tempo para fazer a decantação dos sentimentos.
Nos últimos tempos, coloquei a hipótese de estar a ser radical demais e comecei a usar o termo amigo ou amiga mais amiúde. Mas já voltei á forma original.
E afinal o que é que faz com que uma pessoa seja amiga ou conhecida?
Passaram pessoas pela minha vida, que eu já não vejo há tantos anos e que considero ainda como minhas amigas e outras que vejo quase todos os dias e serão sempre apenas conhecidas.
Os amigos, eu acho que a gente nunca esquece o nome. A gente confia, e sente a sua presença mesmo longe.
Mas entre os amigos e os laços de sangue, eu e uma amiga minha criámos uma outra categoria. Mas fui eu que a coloquei nesta posição...
São os laços de empatia, a que eu em pensamento chamei ombro empático.
Aquele a quem a gente recorre para desabafar a melhor notícia e a pior, porque sabe que esse ombro ouve e compreende o ke estamos a dizer. Nesse ombro não há inibição, não há vergonha, não há inveja, não há segundas intenções, ... e a gente sabe isso. E muitas vezes nem é preciso dizer nada... a gente sente
Este ombro não se escolhe, nem sempre é o mais conveniente aos olhos comuns, por isso eu acho que quem escolhe este ombros são os olhos da alma
Pé ante pé, procuro um caminho
Num passo avanço, num outro recuo
São fugas efémeras
Em busca de uma libertação
que nunca acontece.
São momentos...
Prazeres não partilhados
Por quem não sente a magia da vida
Ou não a reconhece:
...num sopro de vento
...na dança das ondas do mar
...nos inúmeros pios que se cruzam num bosque
...na metamorfose das nuvens
...ou no calor do sol, mesmo num dia de Janeiro.
Coisas simples e banais
Capazes de me desprender das amarras
Que são as horas e os compromissos
E das dilacerantes garras
Que são as desilusões e os 'sentimentos omissos'.
Ilha do Fogo (Hugo Macedo-Vida acontece) há vertentes que eu nunca vi, a não ser pelos olhos de outros Fraga da Pena (João Viegas) há vertentes que eu vi, senti e considero dos sítios mais bonitos de Portugal
Suiça há ainda vertentes que eu vi há muito tempo e outras que são simplesmente vertentes fantásticas | Por definição VERTENTE = adjectivo 2 géneros | ||||||||||||||||||
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| substantivo feminino | ||||||||||||||||||
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| (Do lat. vertente-, «que vira; que muda», part. pres. de vert |
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