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Jeudi 15 février 2007 4 15 /02 /Fév /2007 15:14
Eu tenho uma casa, minha  por decreto
Vivo nela, cuido dela, sempre num modo discreto
As paredes da minha casa são frias, distantes, caladas
Que nem consigo dizer de que são formadas
Na minha casa não estou bem, porque ela não me completa
Somos tudo menos uma simbiose perfeita 
 
Mas, no meio da cidade, existe um abrigo
Onde se vê o que eu faço e se ouve o que eu digo
E sinto tão bem o calor que daquele abrigo se solta
Que fico imune a tudo que se passa á minha volta
Protege, aquece, alimenta, escuta
Enquanto lá fora a vida é uma luta
 
Só que o abrigo não é meu, é de todos e de ninguem
Como eu gostava que a minha casa fosse um abrigo
    
Par Crix - Publié dans : Palavras minhas
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Jeudi 25 janvier 2007 4 25 /01 /Jan /2007 01:59

Ás voltas sem conseguir dormir, tive que vir descarregar as energias. E o tema que me estava a entreter a noite é exactamente um que nos últimos tempos tenho observado de perto. Despoletada por uma conversa de amigas, reflectido sobre a variedade de laços afectivos que existem entre as pessoas ...

E estava eu pensando que para mim nada é mais importante que os laços de sangue. Os meus pais e os meus filhos, são tudo para mim.

Depois ao longo da nosa vida, muitos laços, lacitos, laçadas se vão fazendo ... e desfazendo.

As pessoas que vão passando pela nossa vida, vão sendo 'arrumadas' consoante a solidez desses laços criados: uns são os amigos; outros os conhecidos.

Os relacionamentos profissionais e ultimamente uma nova versão, os amigos virtuais, com o tempo também se vão encaixando mais ou menos em cada uma dessas categorias.

Eu nunca fui pessoa de muitos amigos e tinha uma certa dificuldade em chamar amiga a uma pessoa, pois achava que era necessário o factor tempo para fazer a decantação dos sentimentos.

Nos últimos tempos, coloquei a hipótese de estar a ser radical demais e comecei a usar o termo amigo ou amiga mais amiúde. Mas já voltei á forma original.

E afinal o que é que faz com que uma pessoa seja amiga ou conhecida?

Passaram pessoas pela minha vida, que eu já não vejo há tantos anos e que considero ainda como minhas amigas e outras que vejo quase todos os dias e serão sempre apenas conhecidas.

Os amigos, eu acho que a gente nunca esquece o nome. A gente confia, e sente a sua presença mesmo longe.

Mas entre os amigos e os laços de sangue, eu e uma amiga minha criámos uma outra categoria. Mas fui eu que a coloquei nesta posição...

São os laços de empatia, a que eu em pensamento chamei ombro empático.

Aquele a quem a gente recorre para desabafar a melhor notícia e a pior, porque sabe que esse ombro ouve e compreende o ke estamos a dizer. Nesse ombro não há inibição, não há vergonha, não há inveja, não há segundas intenções, ... e a gente sabe isso. E muitas vezes nem é preciso dizer nada... a gente sente

Este ombro não se escolhe, nem sempre é o mais conveniente aos olhos comuns, por isso eu acho que quem escolhe este ombros são os olhos da alma

  

Par Crix - Publié dans : Palavras minhas
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Mercredi 3 janvier 2007 3 03 /01 /Jan /2007 15:35

Pé ante pé, procuro um caminho

Num passo avanço, num outro recuo

São fugas efémeras

Em busca de uma libertação

que nunca acontece.

São momentos...

Prazeres não partilhados

Por quem não sente a magia da vida

Ou não a reconhece:

...num sopro de vento

...na dança das ondas do mar

...nos inúmeros pios que se cruzam num bosque

...na metamorfose das nuvens

...ou no calor do sol, mesmo num dia de Janeiro.

Coisas simples e banais

Capazes de me desprender das amarras

Que são as horas e os compromissos

E das dilacerantes garras

Que são as desilusões e os 'sentimentos omissos'.

Par Crix - Publié dans : Palavras minhas
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Jeudi 9 novembre 2006 4 09 /11 /Nov /2006 19:22
   
 
E como para dar um passo é preciso pés...
Aqui está um pé meu...
(estranho visto assim fora do contexto)
e tenho outro parecido...lol
Com muito uso, devido às caminhadas que os obrigo a fazer, mas apesar do tamanho pequeno - 36 - aguentam-se em longos percursos, rs 

  

 

Par Crix - Publié dans : desenhos
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Samedi 4 novembre 2006 6 04 /11 /Nov /2006 23:46
 Ilha do Fogo (Hugo Macedo-Vida acontece)              há vertentes que eu nunca vi, a não ser pelos olhos de outros                                                                                                                                                                                                                                                                            Fraga da Pena  (João Viegas)                                                                               há vertentes que eu vi, senti e considero dos sítios mais bonitos de Portugal                                                                                                                                Suiça  há ainda vertentes que eu vi há muito tempo e outras que são simplesmente vertentes fantásticas                  
Por definição VERTENTE = adjectivo 2 géneros
 
1.   que verte;
2.   que desce ou cai;
substantivo feminino
 
1.   qualquer dos lados de uma elevação por onde correm as águas; encosta; declive;
 
2.   cada um dos lados de um telhado;
 
3.   figurado ponto de vista; perspectiva;
(Do lat. vertente-, «que vira; que muda», part. pres. de vertère, «virar; voltar; mudar»)                                                     Dicionários Porto Editora on line
todas estas vertentes podem ser aqui abordadas mas o que eu pretendo mesmo  abordar aqui, são todas as outras ... que fazem parte de mim... O que quer dizer que todos os outros posts que se seguirão, serão muito diferentes deste, ou talvez nao...
Par Crix - Publié dans : experiencia
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